Construções Clínicas
Criado em 2023 a partir das trocas clínicas na Berggasse 627, o grupo Construções Clínicas reúne profissionais em torno da discussão da práxis psicanalítica. Este texto apresenta um pequeno resumo do que foi trabalhado no grupo desde sua criação, em 2024, até hoje, partindo de perguntas fundamentais sobre escuta, intervenção, diagnóstico diferencial e direção da cura, com aposta na singularidade do estilo clínico e no rigor conceitual.
CONSTRUÇÕES CLÍNICAS
Verônica Fleith
2/6/20262 min read


Em dezembro de 2023 um grupo de profissionais da Berggasse 627, partindo das trocas informais na cozinha e no jardim e da intimidade e confiança sentidas ali, criou um grupo de trabalho inicialmente nomeado A Construção do Caso Clínico, em andamento desde então e atualmente nomeado Construções Clínicas, cujas discussões são atreladas firmemente à práxis, à experiência de cada profissional e fundamentadas em textos da Psicanálise.
Partimos de algumas perguntas essenciais:
Quais conceitos são referências para a escuta clínica?
Como se realiza a reunião dos elementos que se extraem da escuta clínica numa lógica?
Em que se baseiam as intervenções psicoterapêuticas e o que particulariza a psicanálise?
Quais são os princípios da escuta analítica?
Onde cada um coloca o acento no momento de intervir?
Por que se faz importante o diagnóstico diferencial?
Perguntas que denotam que estamos cientes que as pontuações provêm de uma lógica e definem a direção da cura. Acreditamos que os clínicos podem se interrogar e se inquietar sobre a lógica que cada um segue no seu trabalho, mesmo que não estejam necessariamente conscientes disso.
Indo além da ideia de práticas standartizadas, cada profissional clínico tem na verdade um estilo próprio em seu trabalho, e a partir de sua práxis pode refletir sobre o que sustenta seu ato e suas intervenções. Existem diferenças substanciais no estilo e no modo de intervir, de acordo com a orientação teórica de cada um. Só para citar um exemplo dessas diferenças que definirão a direção de cura: a partir do que escuta, o clínico reúne os elementos a partir de categorias classificadoras das doenças mentais provindas da psiquiatria? Ou escuta com base na singularidade do sintoma de cada um e na localização do sujeito do inconsciente?
Seguimos trabalhando em 2026. Mantendo as perguntas que fundamentam o trabalho e nos aprofundando em conceitos como: desejo e gozo, demanda e retificação subjetiva, direção de cura e diagnóstico diferencial psicose / neurose, sintoma nas estruturas clínicas da neurose obsessiva e histérica.
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